Lula enquadra PT na Paraíba e mais seis estados buscando ampliar alianças

Com o objetivo de ampliar alianças e acenar ao centro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para redirecionar posições de diretórios locais do PT em até sete estados nos quais o partido defende candidaturas próprias ou chapas restritas à esquerda. Além do Rio, onde Lula garantiu o apoio à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) contra a pretensão de uma ala do partido de lançar o petista André Ceciliano ao governo, há costuras para retirar também o PT de chapas ao Executivo em Minas Gerais, Paraíba, Ceará e Mato Grosso. No Amazonas e no Rio Grande do Norte, a ideia é abrir mão da vaga ao Senado para atrair outras siglas.

Acordos no Nordeste

Na região Nordeste, onde Lula tem índices mais elevados de intenções de voto de acordo com pesquisas, o ex-presidente já consolidou alianças na maioria dos estados com siglas como PSD e MDB. Na Paraíba, lideranças petistas tentaram declarar apoio ao governador João Azevêdo (PSB). Lula, por sua vez, deu aval para que o ex-governador Ricardo Coutinho, que trocou PSB por PT em 2021 com apoio do ex-presidente, costurasse uma chapa com Veneziano Vital do Rêgo (MDB) como candidato ao governo. Rompido com Coutinho, seu antecessor, Azevêdo também se declara apoiador de Lula. Anteontem, sem citar o atual governador, Lula declarou estar “altamente convencido da necessidade de fazer aliança com o MDB” no estado.