Roberto Freire causa o primeiro cenário de desconforto para João Azevêdo; base e história estão longe de Luciano Huck

Na Paraíba “Velha de Guerra”, não precisa ser pós doutor em Sociologia ou Ciência Política pela UFPB ou Sorbonne para entender os moídos e desdobramentos da conjuntura política na direção de 2022, agora afetada pela declaração do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, de que aprova a gestão do governador João Azevêdo, mas no plano presidencial futuro defende a figura do apresentador Luciano Huck. Era tudo o que o campo progressista não queria ouvir.

Em tempo, se faz fundamental reconhecer o posicionamento de Freire na atualidade cobrando da OAB que ela comande o processo de mobilização popular pelo Impeachment do presidente, algo não assumido pela Ordem, mas no âmbito da Paraíba a coisa anda e repercute diferente.

HISTÓRICO DE DISTÂNCIA

Na vida politica, Roberto Freire comumente sempre se posicionou em desalinho ao significado do PT, desde os tempos da redemocratização diante de 1985 em diante via PCB transformado depois em PPS e, na fase mais recente, em Cidadania.

A sinalização pró Huck produzirá problemas em nível tabajara, até porque na Paraíba a base política progressista é pró Lula / PT. Em tempo: a essência desse segmento atrai pessoal originalmente petista, há ainda os que romperam pró RC aderindo ao PSB e ultimamente depois saindo para o agora Cidadania em apoio a João Azevedo.

Registre-se que essa gente socialista se apresenta longe do ex-governador Ricardo Coutinho, então maior líder, mas enfrentando forte desgaste que insiste em ressurgir, mas o Cidadania nacional dá mote contra o adversário de RC, o governador, nesta conjuntura. E isto abre brecha para Ricardo.

Este é o cenário a partir dos efeitos nacionais devendo repercutir no estado e se apresenta como elemento a ser levado muito a sério porque, embora ainda existam na sucessão presidencial Ciro Gomes e cia, etc., na Paraíba os nomes de maior evidência e liderança passam por Lula, majoritário, e Bolsonaro.

Roberto Freire puxou o freio de mão em posição típica de contramão na correlação paraibana, pelo menos no contexto de agora, e isto é delicado e ruim para inicio de construção da reeleição de Azevêdo na convergência nacional, até porque sem militância não se faz campanha.

GOVERNADOR SE MANIFESTA

Palavras do governador João Azevedo na Arapuan nesta segunda-feira:

– Eu acho que Huck é um nome novo, foge dos extremos que o Brasil está vivendo. Entretanto tudo isso tem que ser construído, mas construído aos poucos. Não tem uma tradição política, o que não é nenhum demérito, talvez seja até uma vantagem, mas precisa ser construído. Ninguém faz uma campanha para presidente da república sozinho […]. Mas é uma boa alternativa que hoje está sendo colocada pelo partido”, disse.

UMAS & OUTRAS

…O nome do ministro Marcelo Queiroga começou a ser lembrado. Vamos aguardar.
…Ainda continua o questionamento porque a família Feliciano insiste em sonegar informações sobre o estado de saúde do deputado federal Damião.

…A posição de Ciro Gomes contra Lula motivou análise critica e contrária do ex-ministro José Eduardo Cardozo à Revista NORDESTE.

…Pedimos compreensão e espaço: nesta terça-feira Davi Santos aniversaria. Toda a sorte do mundo!

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