Nonato Bandeira fala de sua experiência com a comunicação comunitária

O pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PPS, jornalista Nonato Bandeira, abordou a comunicação e a cultura comunitárias durante o programa Alô Comunidade, da rádio comunitária Zumbi dos Palmares, transmitida pela Tabajara AM, com Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Adriana Felizardo.

Na entrevista, Nonato contou sua experiência como jornalista engajado na democratização da cultura e da comunicação durante a década de 90. “Fizemos rádio livre para o movimento dos sem-teto de Goiânia-GO. Depois fomos para o interior goiano, precisamente em Alvorada do Norte, junto com um companheiro goiano e o paraibano Luiz Henrique”, recordou. “Estruturamos a rádio comunitária, um importante instrumento para a população, mas ela foi retirada três vezes do ar pela justiça a pedido do poder público local. Nós fomos processados, sofremos várias repressões, mas resistimos, com muita solidariedade da população, que comprou novamente todo o material para reinstalação. Depois, soube que já conseguiram a concessão pública”, contou o jornalista.

Nesta época, Nonato também lutou por melhores condiçōes de trabalho e salarial para os profissionais de imprensa na Paraíba, culminando com uma grande greve que representou um marco nas relaçōes com as empresas de Comunicação no Estado. Em João Pessoa, também lembrou suas lutas por uma universidade pública e de qualidade, quando era estudante de Jornalismo da UFPB, integrante do Centro Acadêmico e DCE.

Nonato ainda comentou sobre a fase em que esteve à frente da Associação Paraíba de Imprensa (API), quando a gestão promovia eventos culturais e discussões políticas para o categoria. “Nós dinamizamos a API no sentido cultural, promovemos debates sobre comunicação, marketing e política e realizamos atividades nas artes plásticas, literatura, música, cinema e diversas manifestaçōes artísticas. Foi um momento de muita efervescência”, destacou.

No poder público, Nonato também promoveu ações voltadas para a cultura e a comunicação popular, a exemplo da publicação do projeto “João Pessoas, A memória da cidade”, realizado quando atuava como secretário municipal, e esteve à frente da implantação da primeira TV pública do Estado. “Muita gente duvidada, mas conseguimos implantar a TV Assembleia com muito esforço e com o objetivo de fazer com que a comunidade tenha mais acesso às informações do que ocorre no parlamento paraibano e do papel dos deputados estaduais”.

Lei de Imprensa – Nonato também foi enfático ao ser questionado sobre a opinião em relação ao Conselho de Comunicação sugerido pelo governo federal no período do governo Lula e que corre o risco de voltar, por iniciativa de deputados e dirigentes petistas. “Sou terminantemente contra qualquer controle e censura da mídia. Até a Lei de Imprensa, resquício da ditadura, é anacrônica. Eu sou a favor do Conselho oriundo do projeto do então deputado Chico Lopes, que tem a função de disciplinar a verba pública e verificar a democratização dessa verba, além do conteúdo produzido pelos veíclos estatais, ou seja jornal A União e Rádio Tabajara, jamais interferindo em programação de grupos privados”, opinou o pré-candidato.

Assessoria