Jornalista fala sobre greve dos professores da UFCG e diz que campanha em Cajazeiras deve ter menos comício e mais debate. Ouça áudio!

A jornalista, professora Universitária e doutora pela UFCG Mariana Moreira falou nesta quinta-feira (30) durante entrevista ao programa Rádio Vivo da Alto Piranhas, sobre a repercussão da greve dos Professores das Universidades federais na sociedade de Cajazeiras e em todo o país.

Mariana esclareceu que os docentes estão paralisados não somente pela questão salarial, mas sim por melhorias na qualidade do ensino. De acordo com ela, os próprios estudantes reconhecem o esforço dos professores e em Cajazeiras se mobilizam em favor da categoria.

Conforme a doutora, o Governo descumpre acordos, aumenta o número de vagas e de cursos nas universidades, mas o número de professores permanece o mesmo, dificultando o trabalho da categoria. “Os professores e pesquisadores da Universidade pública são desvalorizados e por isso migram para empresas privadas”, disse a professora.

De acordo com ela, os profissionais buscam não apenas melhorias de salário, mas melhores condições de trabalho. “Precisamos que a sociedade entenda e discuta sobre isso”, disse Mariana.

Mariana disse que nesta sexta-feira (31) haverá assembléia dos professores no campus da UFCG para decidir o destino da greve, mas adiantou que a tendência é que os docentes continuem paralisados.

Discussão
A professora Mariana Moreira comunicou que na próxima terça-feira (04) haverá uma audiência pública na Câmara Municipal de Cajazeiras com o intuito de debater as conseqüências da greve na sociedade cajazeirense. Ela aproveitou a oportunidade para convidar os alunos do campus da UFCG e toda a sociedade civil organizada.

De acordo com Mariana, a população precisa entender exatamente o motivo da paralisação dos professores que estão em greve desde o dia 17 de maio deste ano.

Guias eleitorais
Mariana Moreira, que também é jornalista fez uma análise sobre os guias eleitorais na cidade de Cajazeiras. De acordo com ela, os candidatos se restringem a acusações pessoais e falam muito pouco sobre o que a cidade realmente precisa.

“Falta dizer o que fazer para melhorar. Falar em Planejamento urbano, Infraestrutura, enfim, a cidade está sufocada”, disse ela. Segundo a jornalista, pagamento em dias e iluminação é obrigação do prefeito, por isso é necessário apresentar os planos de Governo.

Para Mariana, o município não precisa de movimentos políticos como comícios ou arrastões. De acordo com ela, seria importante reunir os candidatos em um espaço público para que eles pudessem discutir e apresentar suas propostas.

 

DIÁRIO DO SERTÃO

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