CUT volta atrás e decide rever possibilidade de greve geral

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), realiza durante toda esta sexta-feira (11) manifestações em diversas cidades do Estado, em protesto à medidas do governo do presidente Michel Temer (PMDB), que segundo a categoria atinge de forma negativa o brasileiro.

Em João Pessoa, o ato acontece simultaneamente durante o turno da manhã na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e no Instituto Federal da Paraíba (IFPB). À tarde, os manifestantes irão se encontrar na frente do Liceu Paraibano, no Centro da capital, para o que estão chamando de “grande mobilização”.

O presidente da CUT Paulo Marcelo afirmou, em entrevista ao Portal MaisPB, que as ações programadas para ocorrerem, são uma forma de despertar a população para medidas de Temer, mas descartou que a sociedade em geral seja prejudicada pelo manifesto, assim como a possibilidade da categoria fazer uma greve geral ainda nesse ano, como foi anunciado pela categoria após o desfecho do processo de impeachment, que cassou o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Nossa principal manifestação é a PEC 55, além da reforma trabalhista e reforma providenciara. No dia de hoje foram pensadas essas ações. Avaliamos que as paralisação dos serviços não deveriam acontecer hoje, pois a crise está aumentando. Uma grande parte acha que não deve acontecer a greve geral esse ano, estamos um ano de muitas lutas. A greve geral é uma conversa muito mais profunda, não um processo que ocorra com 60 dias de trabalho. Muita gente acha que ainda deve ser feita esse ano, mas não há clima para greve até dezembro”, pontuou.

Além de João Pessoa, os manifestos acontecem nas cidades de Campina Grande, Sousa, Cajazeiras, Patos, Picuí e Jacaraú.

Wallison Bezerra – MaisPB