Congresso aprova requerimento de urgência, “a Paraíba também é Brasil”, declarou Cássio.

O Plenário do Congresso Nacional aprovou, durante tensa sessão nesta quarta-feira (12/12), o requerimento de urgência para apreciação da proposta de derrubada do veto da Presidente Dilma ao projeto da Lei dos Royalties. “Votei pela urgência na apreciação e votarei pela derrubada do veto de Dilma. A Paraíba também é Brasil. O petróleo também é nosso”, afirmou o coordenador da bancada paraibana no Senado Federal, Cássio Cunha Lima (PSDB).

A polêmica travada entre os estados produtores de petróleo com os demais municípios acabou elevando os ânimos e provocando bastante tumulto na sessão. A vice-presidente, deputada Rose de Freitas (PMDB/ES) chegou a suspendeu a sessão por duas vezes, quando foi pressionada até na mesa diretora do Congresso por integrantes das bancadas do Rio e de São Paulo.

“Quero registrar a postura ética, decente, do enorme talento e do espírito republicano com que Vossa Senhoria conduziu esta tensa e apaixonante sessão, que há muito tempo não ocorria aqui, desde a Assembleia nacional Constituinte”, afirmou Cássio Cunha Lima, sobre a Presidente em exercício, Rose de Freitas. Depois de muitas tentativas de obstrução por partes das bancadas que são favoráveis à manutenção dos vetos (como questões de ordem, e cobranças de descumprimento de regimentos e da Constituição) a Presidente proclamou a derrota da base do Governo: 408 favor da urgência e apenas 91 contra. A votação da derrubada do veto deve acontecer somente na próxima terça-feira.

Como ficou

Os royalties são tributos pagos pelas empresas que exploram petróleo, como forma de compensação por possíveis danos ambientais causados pela extração. O artigo vetado pela presidente reduzia a fatia de recursos destinada aos estados produtores e aumentava a dos não produtores na distribuição dos royalties de contratos em vigor.

No caso dos futuros campos de extração de petróleo, fica mantida a distribuição de royalties definida no projeto aprovado pelo Congresso, pela qual a parcela dos estados produtores de petróleo diminui e a dos não produtores aumenta. A parte dos estados e municípios não produtores, que atualmente é de 1,75% e 7%, respectivamente, passa, em 2013, para 21% (nos dois casos). Em 2020, a parcela aumentaria para 27% do total arrecadado pela União.

Os estados produtores, que hoje recebem 26% do dinheiro, terão a fatia reduzida para 20% em 2013. Os municípios produtores passam dos atuais 26,25% para 15%, em 2013, chegando a 4%, em 2020. A participação especial dos futuros campos de exploração atualmente dividida entre União (50%), estado produtor (40%) e município produtor (10%), passaria a incluir estados e municípios onde não existe extração. Em 2013, tanto estados quanto municípios recebem 10%. Em 2020, 15%. A nova lei reduz a parcela atual de 40% destinada a estados produtores para 32%, em 2013, e para 20%, em 2020.

 

 

 

Asssessoria de Comunicação do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

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