Cássio volta a cobrar inclusão do ramal paraibano da Transnordestina

O Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) participa nesta quarta feira (30), de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), do qual é titular, quando reafirmará sua luta em defesa da construção de um ramal da ferrovia na Paraíba. Essa luta de Cássio vem desde quando a obra ainda estava na sua fase de projeto, quando ele, na condição de governador, cobrou ao Governo Federal a inclusão do ramal que beneficiaria a Paraíba.

Conforme entendimento dele, com a nova fase de união da bancada federal paraibana, é perfeitamente possível que possamos conquistar essa obra, fundamental para o nosso desenvolvimento.

Sobre o atraso da obra, Cássio aponta a falha na gestão como a principal responsável pelos atrasos nas obras da Ferrovia Transnordestina, uma das maiores obras do PAC.. “Até a Presidente Dilma já ameaçou retomar a concessão, indignada com o rito lento desta obra, fundamental para redução das desigualdades regionais de desenvolvimento”, afirmou Cássio.

A Ferrovia Transnordestina, com 1 728 quilômetros de extensão, foi iniciada em 2006 e deveria ter sido entregue em 2010. Em dezembro de 2010 o ex-Presidente Lula chegou a participar de um evento de inauguração, como muitas outras, de obra inexistente ou inacabada. “Passados quase dois anos, o custo de 4,5 bilhões de reais pulou para quase 7 bilhões e tudo o que se conseguiu construir, até agora, foram 10% do percurso”, informou o senador paraibano. O prazo para a realização de toda a obra, anteriormente revisado para 2012, é agora previsto para fins 2013 (para chegar até Suape, em Pernambuco) e para 2014 (para alcançar Pecém, no Ceará).

De acordo com o estudo de viabilidade econômica,quando a Transnordestina estiver pronta, poderá transportar cerca de 30 milhões de toneladas de cargas por ano ( grãos, minério, gesso, frutas e combustíveis) , evitando que a produção agrícola e mineral de uma vasta região tenha de percorrer milhares de quilômetros por caminhão para ser escoada, o que hoje é feito até mesmo por Portos do sudeste do País. De outra parte, será mais econômica a distribuição de produtos industriais e de combustíveis no sertão do Nordeste, em zonas que vêm ganhando relevo na produção de grãos e na pecuária. “Do ponto de vista logístico não há dúvida da importância estratégica da ferrovia, razão pela qual a Paraíba não pode ser mais uma vez deixada de fora dos grandes programas”, defendeu Cássio Cunha Lima.

Embora seja uma obra privada – sendo concessionária a CSN, que se comprometeu a investir R$ 1,35 bilhão de recursos próprios no projeto, o Senador Cássio Cunha Lima demonstra preocupação na questão de gestão de um empreendimento de tal magnitude, temendo que a falta de entrosamento entre a CSN, o governo federal e os governos estaduais provoquem novos adiamentos. Recente auditoria do TCU nas obras da Ferrovia Transnordestina apontou irregularidades com relação à compra de dormentes (base que fixará os trilhos). Segundo o TCU, os dormentes da ferrovia, que medem 1,6 metros, só pode custar no máximo R$ 157,00, no entanto, a auditoria revelou que o matérial estava sendo comprado por R$ 400,00. “Em 1 km são colocados 1.700 dormentes, só aí o rombo já é e mais de 680 mil. Temos que está atentos e fiscalizar sempre”, apontou relatório do TCU.

Devem participar da audiência pública da CDR os seguintes convidados: Ivo Borges de Lima, Diretor-Geral em exercício – Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Ernesto Pinto Fraxe,, Diretor-Geral – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Daniel Sigelmanm, Secretário de Fomento para Ações de Transportes – Ministério dos Transportes (MT) e Tufi Daher Filho, Presidente da Transnordestina Logística S/A – TLSA.

Assessoria

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