Cássio lembra Ronaldo e recita poesia em homenagem a vaqueiros

Dezenas de vaqueiros, vestidos a caráter, com direito a gibão, sentaram praça nas galerias do Senado Federal nesta terça-feira, 24. Eles foram defender a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 83/2011, que reconhece e regulamenta essa profissão. A matéria foi aprovada e, como não foi feita nenhuma alteração, a proposta segue agora para a sanção presidencial.

A proposta, que entrou na pauta em caráter de urgência a pedido dos líderes partidários, define o vaqueiro como profissional responsável pelo trato, manejo e condução de animais como bois, búfalos, cavalos, mulas, cabras e ovelhas.

DIREITOS – Na prática, a regulamentação da profissão torna obrigatória a inclusão de seguro de vida e de acidentes em favor do vaqueiro nos contratos de serviço ou de emprego. O seguro deve compreender indenizações por morte ou invalidez permanente, bem como ressarcimento de despesas médicas e hospitalares decorrentes de eventuais acidentes ou doenças profissionais que o vaqueiro sofrer durante sua jornada de trabalho, independentemente da duração da eventual internação, dos medicamentos e das terapias que assim se fizerem necessários.

Os senadores se revezaram nos discursos em favor do projeto e no realce às qualidades daqueles homens que, forjados no campo, são responsáveis pelo trato, manejo e condução de quadrúpedes e, se preciso for, “pegam o touro à unha”. Mas foi Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que lembrou o pai, o saudoso Poeta Ronaldo Cunha Lima, e que, comovido, subiu à tribuna e recitou a poesia “Zé Qualquer e Chica Boa”, do campinense Jessier Quirino, quem emocionou a galeria.